. Biografia .



Formação: O veículo More República Masónica iniciou viagem no final de 1988 com quatro ocupantes que decidiram formar o polígono tradicional de um grupo rock: guitarra, baixo, bateria e voz foram os elementos básicos alinhados. Para lá deles qualquer outro tipo de sonoridade e intervenção foi, no entanto, bem vinda desde sempre. Ficou assim assente que o projecto não iria evoluir numa corrente em particular, mas "rapinando" onde fosse mais interessante, iria criar a sua própria personalidade partindo da ideia que aqueles quatro elementos seriam suficientes para dar corpo a uma sonoridade forte e eloquente.

Primeiro concerto: Nas pré-eliminatórias do 6º concurso de Música Moderna do extinto Rock Rendez-Vous no início de 1989. Embora com apreciações positivas, a actuação acabou por dar origem à expulsão do evento, devido a alegadas "violações do regulamento", que era afinal impreciso em diversos pontos.

Primeira demo: Em Julho de 1989 é registada a primeira "demo-tape" com a gravação de quatro temas: "West Politik", "Azul Dietrich" e "Sin City", todos originais, e a versão de "Piloto Automático" dos GNR. A maquete teve duas pequenas tiragens e foi divulgada no programa "Som da Frente", de António Sérgio, bem como em diversas emissoras locais. "West Politik" incluia a utilização do então emergente "sampler".

"Aqui Del Rock": No Verão de 1990 o grupo participa no concurso televisivo "Aqui Del Rock" tornando-se no primeiro (e único?) caso do programa. A vitória da primeira eliminatória seria, no entanto, castigada na passagem à final depois de uma medalha que ninguém se mostrou interessado em comprar...

Primeiro tema editado: Em Outubro de 1990 sai o primeiro tema dos MRM em vinil, na colectânea "Insurrectos" da editora da Guarda, Área Total. A escolha recaiu sobre "Azul Dietrich" retirado da prévia "demo".

"More More More": Até Junho, os MRM apresentam-se pela primeira vez no Johnny Guitar e no antigo cinema Alvalade como convidados dos Pop Dell’Arte em espectáculo que provocou alguma polémica. De Junho a Setembro de 1991 é gravado o primeiro disco. O registo autofinanciado e autoproduzido é editado no formato de Mini-LP com seis títulos: uma nova gravação de "Piloto Automático", e os originais "89/90", "Vórtice" (no lado "local") e "Train Surfin’", "Wild America" e "Hold my gun" (no lado "global", todo cantado em inglês). A edição chama-se "More More More" é lançada em Abril de 1992 com um concerto no Johnny Guitar.

"Distorção Caleidoscópica": Esta compilação que inclui o tema "Wild America", que entretanto se tornou um dos "hinos" da primeira fase do grupo, é editada em Fevereiro de 1992.

Moneyland Records: Durante o resto de 1992 o grupo participa nas Festas de Lisboa, grava o clip de "Wild America" para o Pop-Off, e em Setembro participa no festival Marés Vivas que incluiu nomes como os Yo La Tengo e Legendary Pink Dots. Em Setembro seria também gravado o tema "Junk Food Test" que viria a ser lançado já em 1993 em vinil na primeira edição Moneyland Records. esta edição viria a ser apresentada nos espectáculos "Moneyland Comes Alive" em Lisboa e Viseu.

Em Maio de 1993 entra o novo baterista Nuno Castêdo, antigo elementos dos Thormenthor, e no final desse ano o grupo volta aos concertos como suporte dos The Fall e Mão Morta.

"Portugal Rebelde": A gravação de uma nova "demo-tape" levaria à participação em mais uma compilação, o Volume 1 de "Portugal Rebelde", desta vez com o tema "Mad River".

"Blow Your Mind (With Supersonic Meditation)": Em Maio de 1994 começa a ser gravado aquele que seria o primeiro álbum completo da banda, que só viria a ser editado um ano mais tarde. De novo em auto-produção são registados 11 temas dos quais nove viriam a integrar a edição em CD. A pós-produção é de Rafael Toral, e como convidados participam Jorge Ferraz e Carlos Almeida dos God Spirou.

Em sequência da edição de "Blow Your Mind (With Supersonic Meditation)" a banda realiza uma série de espectáculos de promoção em 1995 entre os quais se inclui uma deslocação à Galiza, concertos no Festival de Paredes de Coura desse ano, no Johnny Guitar Open Air e a participação no projecto "Interferências". Em Setembro de 1995 o guitarrista Mário Gil abandona tendo o grupo apresentado-se no formato de trio durante um curto período.

"República das Bananas": Em Janeiro de 1996 sai a compilação de apoio à compra do "ameaçado" Coliseu do Porto onde é integrado o tema "All", tema registado aquando das sessões de "Blow Your Mind (With Supersonic Meditation)".

"Equalizer": Em Abril a banda entra em fase de pré-produção de doze novos títulos que viriam a ser editados no álbum "Equalizer", que é gravado entre Maio e Julho. A produção pertence a Marsten Bailey, e como convidados participam Darin Pappas, dos Ithaka, Mário Resende, violinista dos Duplex Longa, Ana Santos, e o guitarrista Paulo Vitorino, ex-Clandestinos, que viria a integrar a formação durante as gravações. O álbum inclui uma versão de "Roads", original dos Portishead.

"Sunken": A versão do original dos Damage Fanclub viria a ser editada no final de 1996 em "This Is Not A Damage Fanclub Tribute/Supermarket Music". "Equalizer" viria já em 1997 a ser considerado como 2º Melhor Álbum Nacional do ano anterior pelos ouvintes da XFM, tendo ficado em 5º na lista de preferências equivalente dos radialistas da mesma estação. Ficaria também em 2º lugar nas listas da revista Vox Pop e das lojas Valentim de Carvalho.

Remisturas: "Equalizer" é reeditado em 1998 numa edição dupla que inclui ainda um CD bónus com remisturas de alguns dos seus temas. "Grounded Song" (16 Tons Remix), "Electric Mastermind" (Tropical Twilight Remix) e (Electric Body Mix), "21st Century Flower Power" (Pukaroo mix) e "Bloom" (Open Strings Version) são deste modo as projecções destes temas para áreas musicais distintas das originais através da utilização da tecnologia de estúdio numa fusão da energia sónica do rock’n’roll com a precisão rítmica das máquinas.

"21 st Century Flower Power" passou do psicadelismo ao "groove" pela mão do novo projecto Pukaroo; "Grounded Song" recebeu um tratamento hip-hop/dub pelo produtor britânico e membro dos Ithaka, Joe Fossard, enquanto "Electric Mastermind" foi passada à linguagem dos "loops" pelos próprios More República masónica. "Bloom", por seu lado, foi levado às últimas consequências através de um arranjo de cordas definido em primeiro lugar por Mário Resende, um dos convidados originais de "Equalizer".

No início de 1998, Os More República Masónica gravam maquetes, começando assim a preparar canções para o quarto álbum, num ano em que a banda concentrou-se essencialmente na composição de novo material.

"Chemical Love Songs": Em março de 1999, a banda entra em estúdio com o produtor Jack Endino, registando 15 temas, dos quais 12 viriam a constituir o alinhamento final de "Chemical Love Songs", álbum que seria editado em 2000 pela editora independente Metrodiscos, marcando assim o início de uma fase mais estável no que respeita à sua situação editorial.

Durante o ano de 2000, os More realizam concertos um pouco por todo o país, promovendo o novo álbum, naquele que foi o seu ano mais prolífero a nível de concertos, incluindo actuações nos principais festivais de verão (Sudoeste, Paredes de Coura, entre outros), e em várias festas académicas.

Apoós um ano de intensa actividade ao vivo, o grupo faz uma pausa nos concertos e reserva 2001 para regressar aos ensaios, visando compôr novas canções, realizando apenas concertos esporádicos durante esses 12 meses.

Os More República Masónica são:
Paulo Coelho-Voz e guitarra
Jorge Dias-Baixo
Nuno Castêdo-Bateria



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